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Adiron Consultores: inspirando resultados

02 ago

Prêmio cara de pau 2014

Caras de pauAbro minha caixa de entrada e encontro uma mensagem de uma ONG daquelas bem conhecidas me pedindo um monte de informações.

Algumas delas absolutamente genéricas, outras bem específicas a respeito de mercado, de estratégias de comunicação e de arrecadação de fundos.

Não sou um leigo no assunto. Já trabalhei como voluntário para uma e como consultor para outra e, modéstia às favas, com bons resultados para ambas.

Respondi que a mensagem que ela me enviava não tinha informação suficiente e que seria melhor agendarmos uma reunião para que eu pudesse entender melhor quais eram os desafios e dores de cabeça da organização.

Ou seja, sem um briefing decente, não é possível falar nada que não seja uma leviandade. E eu detesto ser leviano.

Hoje recebo outra mensagem. Segundo a pessoa que me contatou a agenda da presidente da ONG é muito complexa e que ela só iria agendar reuniões com empresas que tivessem previamente respondido as perguntas que eles formularam.

Agradeci a mensagem, afinal sou um cara educado, e disse que meu modelo de trabalho não era esse. Mas fiquei com vontade de dizer outras coisas, que servem para qualquer tipo de potencial cliente, ONG ou não.

Primeiro: se você está fazendo uma concorrência deixe isso claro desde o começo ao invés de deixar escapar em outro momento. Já participei de muitas e também já declinei o convite para outras. É uma opção da minha empresa participar ou não.

Segundo: não use o fato de estar fazendo uma concorrência como uma ameaça do tipo “se você não responder minhas perguntas, outros vão responder”. Começar uma relação comercial com chantagem não tem futuro nenhum.

Terceiro: se quer conhecer as empresas participantes de um processo de concorrência, primeiro peça que lhe enviem suas credenciais. Lá você vai descobrir que tipo de trabalho elas prestam, se já tiveram clientes do mesmo ramo de atividade e quem são os profissionais responsáveis pelo trabalho.

Quarto: não dê uma de espertinho tentando obter serviços gratuitos. É uma maneira porca de trabalhar e o que você vai conseguir são respostas porcas que conduzirão o seu negócio a resultados porcos. Por mais que eu aprecie os suínos, isso não combina com o trabalho de gente séria.

Agora, se você quer um serviço baratinho, de quem usa a mesma receita de bolo para todos os seus clientes e não tem nada a perder se os resultados forem pífios, pode fazer como essa ONG. Vista a cara de pau e saia distribuindo e-mails com questionários mal formulados.

A esperança, dizem, é a última que morre.

Comentários (3)

  1. Imagem pessoa
    Luiz 03 agosto 2014

    É incrível Fábio como o mercado vem ficando cada vez pior, a questão é que este tipo de postura esta se tornando cada vez mais comum. Só acho que da próxima vez você devia incluir estas informações no email de resposta, pois se for por ignorância, você tem a oportunidade de ensinar alguma coisa para o cliente. E se for mal cartismo, mostra que não se deve tomar os outros por idiotas. Detida forma você vai estar contribuindo para um mercado melhor! Abração!

  2. Imagem pessoa
    Guilherme R Sarzedas 04 agosto 2014

    Fabio, boa tarde.

    Permita-me o aforismo: Faço suas as minhas palavras. O mercado esta cada dia mais mediocre, com pessoas (não considero profissionais) mediocres e estúpidas querendo levar vantagem. Eu mesmo declinei de um contrato na semana passada e de uma proposta hoje. Não podemos compactuar com esse tipo de postura.
    Parabéns pelo texto, direto e reto.

    Abs

  3. Imagem pessoa
    Idário Charles Risola Dias 06 agosto 2014

    É amigo Fabio,
    Esta claro que a ONG que te contatou gostaria e obter informações e serviços sem pagar por isso !
    Tem um ditado que diz “Ir buscar o boi no pasto ninguém quer, sentar e comer a picanha é bem mais fácil !” Abraços

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