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24 out

Vamos brincar de falar a verdade?

setimo selo

“Se você estivesse levando a sério as minhas brincadeiras de dizer verdades, você teria ouvido muitas verdades que insisto em dizer brincando. ” (Charles Chaplin)

Imagine-se na seguinte situação: você foi fazer um check-up médico e descobriu que tem um nódulo no fígado. O exame de imagem não é capaz de dizer se é algo irrelevante ou se pode ser algo fatal.

Claro que, imediatamente você vai procurar o melhor especialista no assunto e, mesmo que esteja com seu cheque especial no vermelho, vai dar um jeito de tratar do problema.

O hepatologista vai, no mínimo, pedir uma biópsia e, claro, você também vai querer que um patologista de primeira dê o diagnóstico, falsos positivos ou falsos negativos não são exatamente o que você espera.

Parece óbvio que você não vai colocar a sua vida nas mãos de profissionais que não entendem de fígado ou de nódulos, nem vai se arriscar com um recém-formado que ainda está fazendo sua residência médica.

Muito menos tomar uma aspirina e esperar que o problema se resolva sozinho.

Por que então muitos fazem exatamente isso quando se trata da sua empresa ou do negócio pelos quais são responsáveis?

Os nódulos da transformação estão pipocando em todos os órgãos e ramos de atividade.

Muitos já estão supurando e fazendo as empresas sangrarem.

Enquanto isso, algumas pessoas tomam aspirina achando que é só a economia retomar sua atividade que voltarão a ser prósperos.

Outros preferem ouvir intermináveis discursos vazios de quem não entende muito do assunto, mas ilustra suas palestras com infográficos da Gartner e imagens de filmes e desenhos animados futuristas.

E não poucos entregam seu projeto de mudança nas mãos de estagiários que nunca passaram por mudança nenhuma, mas são a “geração que entende dessas coisas modernas”.

Permita-me lhe dizer algumas verdades.

Primeira: se você não começar a se mexer imediatamente (e isso significa que já está com um certo atraso), o seu negócio vai morrer. Não importa se sua empresa é micro, pequena, média ou gigante, a única dúvida será quanto tempo de vida ela ainda terá.

Segunda: você se dedicou a sua vida toda à gestão da sua empresa, vai precisar continuar cuidando disso e não vai ter tempo de tocar os negócios e planejar a mudança ao mesmo tempo. Você vai precisar de ajuda para isso.

Terceira: a transformação vai custar tempo e dinheiro. Você pode não ter orçamento para contratar uma das “big four”, mas, no mínimo, vai precisar de quem tenha conhecimento e experiência no assunto. A menos que queira jogar dinheiro fora e morrer do mesmo jeito.

Quarta: o investimento que tem de fazer vai se pagar e, no final das contas, sair muito mais em conta do que qualquer economia porca.

Sei que tudo isso pode soar um pouco doloroso e arrogante, mas é uma opção minha te contar verdades, e opção sua acreditar nelas ou não.

Esperando que seu futuro seja longevo e saudável.

Imagem: cena do filme “O sétimo selo” de Ingmar Bergman (1959) mostrando o ator Gunnar Björnstrand jogando xadrez com a morte

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