O elogio do ruído (2025)
Na nossa cultura ruído é, quase sempre, entendido como alguma coisa que atrapalha algum tipo de processo, não apenas a emissão sonora.No entanto, ao nos aprofundarmos, tanto nas ciências, como na filosofia, percebemos que toda a nossa existência está permeada também de ruído inovador e criativo. De fato, a nossa própria existência e sobrevivência dependem daquilo que muitas vezes demonizamos.
Nas minhas navegações pelos mares turbulentos do pensamento complexo fui impactado por mais uma das provocações de Edgar Morin, dessa vez em “A natureza da natureza”, um dos seis volumes do seu monumental “O método”, onde ele falava a respeito de alguns efeitos do ruído no processos de organização e reorganização dos sistemas.A pulga que ficou me perturbando atrás da orelha era a pergunta: é possível melhorar a comunicação (aqui no sentido mais amplo da palavra) com mais ruído?
